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11.11.02

:: C A T E T Ê

Eram cinco os dedos da mão do Wellington quando ele entrou naquela fábrica pra dobrar chapas de ferro. Saiu de lá com quatro dedos e um tique nervoso e começou a alugar guarda-sol e vender maconha na praia de Copacabana. Primeiro ficou conhecido como quatro-dedos-treme-treme, mas os aviões achavam o nome muito difícil e passaram a chamá-lo de 4tt, ou Catetê.

Em dois anos Catetê dominou o tráfico do asfalto de Copacabana. No Chapéu-Mangueira, no da Viúva e no Pavãozinho seu nome era sinônimo de bons negócios. Qualquer coisa vendia na mão do Catetê, e nunca pintava sujeira. Ele molhava a mão dos policiais da Atlântica, dos conciérges dos hotéis da orla, dos Maitres do AlCazar e dos porteiros da Help. Rico e com o dedo implantado, Catetê montou por um esquema onde ninguém sujava a mão. A droga vinha empacotada dos morros da zona sul e o esquema de logística montado permitia que os usuários recebessem as drogas em casa num tempo recorde.

Quem conhecia a estrutura jurava que Catetê era digno de capa da Veja. Foi quando Catetê decidiu que queria ser chamado por seu nome de batismo, Wellington. Se mudou para Campos do Jordão, fez terapia pra acabar com os tiques nervosos, implantou uma moderníssima prótese no lugar do dedo, decidiu aprender a falar línguas e abriu um hotel, que em dois anos, virou a maior rede nacional de hotelaria, que acabou comprando a maioria das ações do Copacabana Palace. Sua missão era fazer o hotel voltar a ter o glamour que um dia tivera.

Wellington fez uma renovação de funcionários, redecorou o hall principal e setenta porcento das suítes e molhou a mão de cada PM da região pra acabar com o tráfico e a prostituição das imediações do Copacabana.

Um PM reconheceu seu rosto e o chamou de quatro-dedos-treme-treme. Era o mesmo policial que havia recebido dinheiro dele pra deixar o tráfico rolar, há alguns anos atrás. Pagou e voltou pro seu escritório com a certeza de que era melhor ter ficado na fábrica, dobrando chapas.



:: [Marcelo Gluz] » 14:30 -
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:: B O O K M A R K

Tô meio sem assunto ultimamente. Demorei pra confessar, mas agora tomei coragem.

Como não quero violar a natureza zarabatânica desse site, resolvi abrir parte do meu bookmark. Se estiver de bobeira, ou sem saco de resolver as 324 pendências do dia, dá uma navegada pelos links abaixo:

FLASH MASTER ::Nesse site você desenha retratos falados online. Impressionante.

SOUTH PARK :: Nesse aqui você cria personagens do South Park.

MOMA :: Aqui você aprende o passo-a-passo de cada técnica de gravura e pode ver exemplos de cada técnica. Muito bem feito.

KARTELL :: Esse aqui é um grupo de design mobiliário italiano. Os caras são os papas do assunto.

DERUSH ::Aqui tem umas camisetas com estampas interessantes. Algumas delas, até dá pra usar sem ser confundido com um ploc.

FIRST BORN ::Essa é uma empresa de design interativo de Chicago. O site tem uma das navegações mais interessantes que eu já vi.



:: [Marcelo Gluz] » 14:22 -
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1.11.02

:: C O N V E R S A   F O R A

- É verdade que se alguém puser um cigarro na boca de um sapo, ele explode?

- Não sei... Mas quem vai ter coragem de enfiar um cigarro na boca do bicho? Dizem que se ele mijar na cara da pessoa ela fica cega. Será que é verdade?

- Deve ser. Eu que não chego perto. Meu primo falou que um amigo do porteiro dele jogou sal num sapo e ele ficou paralisado!

- Como assim? Igual no desenho do pica-pau que o quando o jacaré põe sal no rabo dele ele fica parado? Não pode ser... Acho que você tá confundindo com aquela história bíblica que o Lot, quando saída de Sodoma, olhou pra trás e virou uma estátua de sal.

- Não foi o lot, seu burro. Foi a mulher dele. E isso aconteceu quando ele olhou pra Gomorra. Eu sou igual São Judas Tadeu. Só acredito no que vejo.

- São Judas Tadeu é o santo das causas impossíveis. Você tá falando de São Tomé.

- Mas São Tomé não é o santo que viu um Alien? Por isso que aquela cidade que fica em cima de uma gruta, onde pousam os Aliens, se chama São Tomé das Letras.

- São Tomé das Letras é em volta de uma gruta! Não em cima.

- Ãããhhnnn... É mesmo? Mas voltando ao que interessa: será que se puser um cigarro na boca de um sapo ele explode?


:: [Marcelo Gluz] » 15:54 -
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:: S P I E L B E R G

Ele fez Tubarão, 1941, Os Caçadores da Arca Perdida, Encontros Imediatos, e aí fez E.T. Depois ele fez Poltergeist, os dois Indiana Jones, A Cor Púrpura, Jurassic Park e aí fez a Lista De Schindler. Agora ele fez Amistad, O Resgate do Soldado Ryan, A.I., Minority Report e... Deve estar vindo mais uma obra-prima por aí.

Entre desvios de percurso (Jurassic Park e A.I.), ótimos filmes (Encontros Imediatos, A Cor Púrpura e o Resgate do Soldado Ryan) e obras primas (E.T. e A Lista de Schindler), o diretor que melhor representa o cinema americano vai engrisalhando e amadurecendo aos poucos. Sua cronologia filmográfica indica que deve estar por vir alguma coisa extraordinária.


:: [Marcelo Gluz] » 15:54 -
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:: A R R O Z

Enquanto nos alto-falantes a feminina voz masculina enumerava as novas medidas, no pátio descampado os ensurdecedor burburinho era um risoto interrogações. Os plantadores de arroz queriam saber dos adubos ultra-modernos, sistemas de irrigação cibernética e novas espécies transgênicas, não daquele blá-blá-blá motivacional e daquelas palavras de ordem. O conhecimento verdadeiro ficava na mão de poucos, os mesmos que escreviam os discursos inúteis.

Àquela comunidade, restava plantar, colher, comer e defecar arroz. Era assim então e seria assim pra sempre.


:: [Marcelo Gluz] » 15:54 -
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:: C H A V E

Há momentos na vida em que você tem que parar e rever suas verdades. Não tô dizendo que esse é um desses momentos, mas o fato de estar pensando nisso agora prova que não considero dignas de pensamento as coisas importantes que andam me rondando. Prova que esse corredor, que finda em portas trancadas, é um desafio maior do que eu pensava. Não tenho que escolher uma das portas, mas reaprender a abrí-las. Esqueci o que é chave.



:: [Marcelo Gluz] » 15:53 -
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